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sexta-feira, dezembro 30, 2005

Responsabilidade Social na 2:

Fernanda Freitas e o canal 2: dedicam o primeiro programa "Causas Comuns" de 2006, à Responsabilidade Social das Empresas. Um bom tema para começo de ano - Parabéns!

terça-feira, dezembro 27, 2005

VOTOS PARA ESTA QUADRA...

FESTAS FELIZES E UM ANO NOVO SUSTENTAVELMENTE PRÓSPERO PARA SI, PARA OS SEUS E PARA A SUA EMPRESA!

terça-feira, dezembro 06, 2005

Relação Responsável

A empresa actua com responsabilidade social quando responde perante a sociedade pelas repercussões socio-ambientais da(s) sua(s) actividade(s). A esta responsabilidade associa-se um compromisso - tácito, quando não expresso - para com a qualidade de vida de populações mais ou menos alargadas.
Enquanto sistema, a empresa sobrevive quando o funcionamento interno se articula com a dinâmica - material e intangível - da envolvente e a função de Relações Públicas (RP) tem, neste contexto, um eminente relevo estratégico. Seja ela exercida pela própria Administração (ou por toda a organização, enquanto função integrada/participada), por Departamentos ou por Agências/Consultoras de Comunicação/RP, está na charneira, entre a organização e a opinião pública.
Prosseguindo o entendimento e a harmonização de interesses necessariamente legítimos, as RP estão vocacionadas para o tratamento da questão da Responsabilidade Social da Empresas (RSE), ou não fosse esta exercida precisamente no terreno das relações empresariais.
Na empresa socialmente responsável e enquanto função estratégica, a Comunicação (em geral) e as RP (em particular) relevam desde a integração da responsabilidade social na cultura e na identidade organizacionais, estendem-se à sua prática e são fulcrais para a sua correcta divulgação.

O que é a Responsabilidade Social das Empresas?

Num Livro Verde proposto em 2001, para enquadramento da Responsabilidade Social das Empresas (RSE) no contexto europeu, a Comunidade Europeia (CE) definiu RSE como a integração voluntária de preocupações sociais e ambientais por parte das empresas, nas suas operações e nas suas relações. Mas será a RSE realmente voluntária?
Em termos históricos (e ainda hoje, no seu núcleo essencial) a RSE começa por ser entendida como uma obrigação económico-legal - as empresas têm de ser lucrativas, e têm de o ser em respeito pela lei. A própria CE reconhece hoje expressamente que a RSE não é um adorno do lucro e que, pelo contrário, deriva da competitividade empresarial e está ao seu serviço.
No início do século passado e num segundo nível de RSE, nos moldes em que ela é concebida nos nossos dias, a actuação socialmente responsável das empresas passa a incluir a reposição dos prejuízos sócio-ambientais causados pela prossecução de actividades económicas. E a um terceiro nível, a RSE abarca também práticas voluntárias de filantropia e solidariedade, assumidas não de forma esporádica e duma perspectiva assistencialista, mas como um envolvimento pró-activo das empresas na vida das comunidades em que estão inseridas.
Com efeito, a Cidadania Empresarial já não pode contemplada como um aparente altruísmo, que serve mais a imagem e a reputação das empresas do que a sociedade. A Cidadania das empresas é gestão de todas as relações empresariais (locais, nacionais e globais) à luz de valores de RSE, que do respeito pelo outro à aprendizagem contínua.
Ao defender e beneficiar interesses que têm de ser acautelados para que a geração actual satisfaça as suas necessidades sem por em causa essa possibilidade às gerações futuras - pessoas (people), planeta (planet) e proveitos (profits) - a RSE coloca as empresas na senda duma prestação sustentada, que cada vez mais se avalia e divulga através de relatórios de Corporate Governace. A RSE afirma-se, portanto, não como um fim em si mesma, mas como um meio que as empresas têm à sua disposição para serem sustentáveis e para promoverem o desenvolvimento sustentável da sociedade.

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